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segunda-feira, 15 de março de 2010

LIMPEZA BÁSICA DO PC

Travamentos e aquecimento podem ser causados, entre outras razões, por causa de poeira interna, emperrando ventiladores ou causando mau-contato. A situação se agrava mais para quem mora perto do mar, onde a umidade e a maresia, misturado a poeira, acabam por criarem oxidação. A oxidação também pode ocorrer quando o PC fica em lugares refrigerados por ar condicionado (umidade + poeira).
A poeira entra pelas entradas frontais do gabinete, pela sucção do ar frio para dentro do PC (por exemplo, o duto lateral que possui um ventilador puxando ar frio de fora e jogando direto no processador), uma baia de CD/DVD aberta, pequenas aberturas existentes na máscara frontal (por exemplo, entre as tampas das baias de CD/DVD ou espaço entre estas unidades), etc. É importante fazer a limpeza periódica do PC para evitar problemas futuros. Isso se chama manutenção preventiva. Todo dia 15 de novembro eu depeno meu micro inteiro, literalmente sujando as mãos. O lapso entre as limpezas pode variar de acordo com o ambiente (muita ou pouca concentração de sujeira/poeira) e com o uso do micro.
Esta dica será um pouco pesada, sem imagens. Para começar veja a temperatura do micro no BIOS. A temperatura interna do gabinete não pode estar mais de 15° acima da temperatura ambiente. Uma boa margem seria entre 5 – 10° (ou menor). Caso esteja, é hora de fazer a limpeza, pois está muito alta. O mesmo vale para a CPU. Temperaturas acima de 50° não é bom. Se o seu processador trabalha em overclock, esta temperatura deverá estar batendo os 70° dependendo da agressividade do processo. É hora de trocar a pasta térmica. Mas, mesmo se a temperatura estiver boa, porque não fazer a manutenção preventiva? Para a limpeza do micro será necessário:
  • Conhecimento de montagem e manutenção de micros, além de cuidados com estática.
  • Ao menos três pincéis (costumo usar pincéis novos desses de pintura). Eu usei três: ½'' (12,7mm), 1'' (25,4mm) e 2'' (50,8mm).
  • Ao menos uma chave Philips.
  • Uma borracha de apagar lápis.
  • Pasta térmica.
  • Liberdade para abrir o gabinete (por exemplo, tempo de garantia do micro expirado).
  • Umas duas horas de tempo livre.
  • Certificar-se de que não é alérgico a poeira. :-p
No caso de possuir apenas um pincel, procure usá-lo primeiro nas placas e depois no gabinete. O gabinete estará mais sujo que as placas, então usando o pincel primeiro no gabinete sujaria mais ainda as placas na hora de limpá-las. Agora vamos ao passo a passo. Arranje um copo de plástico ou outro recipiente para guardar os parafusos que serão retirados durante a montagem.

Desmontando o micro


  1. Coloque o gabinete em cima de uma mesa firme e colocando a chave philips para trabalhar, vá tirando os parafusos das tampas laterais. Tem gabinetes em que somente uma das laterais é removível (a esquerda), com uma tampa plástica do lado direito. Esta tampa dá acesso os parafusos das unidades de CD/DVD, disquete e disco rígido. Se a tampa superior também for removível, faça-o. Lembre-se da estática. Toque de tempos em tempos no gabinete ou em alguma peça metálica não pintada.
  2. Desconecte os cabos de força e dados dos drives de CD/DVD, disquete e disco rígido, além do chicote da placa mãe e dos cabos de força auxiliares (cabos existentes em placas mãe mais modernas). Faça o mesmo com os cabinhos do painel frontal (anote a posição das cores caso não tenha mais o manual da placa em mãos). Faça o mesmo com o cabo dos espelhos USB traseiros e entradas frontais USB e de áudio se for o caso. Não esqueça de anotar a posição das cores dos cabos. Não esqueça também dos conectores dos ventiladores (coolers) do gabinete.
  3. Retire as placas de expansão existentes (vídeo, modem, rede, som, etc), evitando sempre tocar nos contatos. Segure-os pelas laterais e coloque-os em um lugar seguro. É uma boa ideia usar as embalagens anti-estáticas que vieram embalando as placas. No caso da placa de vídeo atente para a trava existente no slot PCI-E ou AGP. No caso de vídeo, som e rede não precisa tirar os chips do lugar. Deixe onde eles estão. =) Brincadeira, é só para quebrar o gelo... mas é para deixar mesmo no lugar hein? xD
  4. Retire o drive de CD/DVD, drive de disquete (se existir) e o(s) disco(s) rígido(s). Especial cuidado na hora de retirar o disco rígido (ou HD, como preferir). Não o submeta a choques mecânicos (batendo ele em algum lugar, por exemplo). Caso ele este esteja muito justo na baia vá puxando-o fazendo movimentos de levantar e abaixar, ao mesmo tempo que vem puxando. Não puxe com força, pois o disco pode bater com violência em alguma parte ou no fundo do gabinete. Guarde-o em um local muito seguro.
  5. Retire a fonte de alimentação e a máscara frontal do gabinete. Em alguns gabinetes a retirada da máscara é obrigatória para a extração das unidades ópticas (CD/DVD). Certifique-se de que os cabos do painel frontal e da saída de áudio/entrada de microfone estão desconectados da placa mãe. Aproveite e retire o ventilador (ou ventiladores em alguns gabinetes) traseiros e dianteiro (ou dianteiros em alguns gabinetes).
  6. Retire os módulos de memória. Embora não seja preciso, em alguns casos é desejável marcar qual módulo estava em qual soquete. Mais para frente eu explico a razão. Lógico que não será preciso fazer isso no caso de possuir um único módulo. Se preferir pode retirar os módulos com a placa mãe fora do gabinete.
  7. Finalmente vamos retirar a placa mãe. Aqui há duas possibilidades. Se o gabinete possui a tampa lateral direita removível, basta desaparafusar (após a retirada da tampa) a chapa que prende a placa-mãe. Depois basta empurrar para a esquerda a chapa até desencaixá-la do gabinete. Se houver resistência da chapa neste ponto, verifique se retirou todas as placas de expansão e também se há espelhos traseiros removíveis parafusados, atrapalhando o deslizamento da chapa. Agora no caso do gabinete com uma lateral apenas removível, será necessário então retirar a placa mãe través da extração dos seus parafusos. Guarde-os inclusive com suas arruelas.
  8. Pronto. Agora olhe para o seu PC totalmente destrinchado: drive de CD/DVD pra cá, HD pra lá, placas aqui, coolers ali, cabos e fonte acolá, módulos de memória na casa do vizinho... xD e o gabinete totalmente vazio, desmontado e sujo, muuuito sujo. =) Vamos agora deixar a chave philips descansar um pouco e partir para a limpeza, a começar pela placa mãe. No caso da placa ficar fixada numa chapa deslizante, o trabalho será mais fácil para a retirada do cooler do processador, do processador propriamente dito (opcional) e das memórias.

    Em caso da placa mãe ser montada dentro do gabinete (gabinete com uma tampa lateral removível apenas), apoie a placa sobre uma superfície firme, de preferência em cima da embalagem anti-estática dela. Em caso do seu PC ter sido comprado já montado — onde normalmente as caixas da placa mãe e de outros componentes não acompanham o micro — coloque-a em cima de folhas de papel. Não toque na parte de baixo da placa. Aproveite e já comece passando o pincel na parte de baixo da placa mãe. No caso da placa presa na chapa deslizante, será preciso desaparafusar a placa da chapa antes de limpar esta área. Ao final da limpeza, aparafuse novamente a placa na chapa deslizante; no caso de placas presas diretamente no gabinete, volte a apoiá-la sobre folhas de papel.

Iniciando a limpeza


Vamos agora iniciar a limpeza das placas e do gabinete.
  1. Retire agora o cooler para providenciarmos a sua limpeza, tanto do dissipador quanto do seu ventilador, além da troca da pasta térmica. Certifique-se de possuir pasta térmica (vendida em casas de material de informática ou de eletrônica). Aqui estou presumindo que o usuário tenha noções de montagem e manutenção, logo não explicarei os passos para a retirada do cooler do processador. Consulte tutoriais na Internet ou livros que mostrem como se retira o cooler de acordo com o modelo do processador.
  2. Providencie alguns guardanapos ou folhas de papel de cozinha. Ah, se possível também álcool isopropílico. Vamos retirar o cooler. Aqui cabe uma observação na hora de retirar o cooler de processadores que usam o soquete 754, 939, 940, AM2/AM2+ e AM3: com o tempo a pasta resseca ou o elastômero (material normalmente empregado em coolers de processadores in-a-box) perdem a sua eficiência devido a alta temperatura, necessitando de troca. O problema é que o processador pode ficar colado no cooler por causa da pasta ou do elastômero.
    A consequência é que o processador pode vir junto com o cooler, já que a alavanca do soquete apenas permite o contato dos pinos do processador com as ligações do soquete na placa-mãe. Isso não ocorre em processadores Intel que utilizam o soquete 775 e superiores, já que neste caso os pinos ficam no soquete. Este problema pode ocorrer também com placas que utilizam o soquete 370 e 462, mas neste caso o núcleo do processador é que poderá vir colado no dissipador do cooler. Mas estes casos são muito raros, é mais fácil acontecer com os soquetes 754 e superiores usados nos processadores AMD. Isso ocorre principalmente em coolers que utilizam elastômero, já que o material ''derrete'' ao chegar numa determinada temperatura, endurecendo novamente quando o cooler esfria, ou seja com o PC desligado.
    Neste caso eu sugiro antes ligar a placa mãe na fonte (e esta na tomada, lógico =), fazer um pequeno curto nos contatos marcados como PWR SW na placa mãe e deixar ligada por um minuto ou dois. Este tempo será suficiente para que a pasta ou o elastômero fiquem mais ''moles'' com a temperatura, permitindo assim a extração do cooler com mais facilidade. Caso o dissipador tenha esquentado demais a ponto de não poder segurá-lo, use um guardanapo ou folha de papel de cozinha. No caso do processador vier colado no dissipador, mantenha a calma. Com uma chave de fenda procure ir descolando o processador, com cuidado.
  3. Agora use o guardanapo em conjunto com o álcool isopropílico para limpar os restos de pasta ou elastômero presos no dissipador. Faça o mesmo no processador. Não será necessário tirar o processador do soquete, salvo se for trocá-lo por outro modelo. Aproveite e limpe o ventilador do cooler com o pincel — se possível desmonte o cooler para que fique mais fácil limpar a poeira do dissipador e do ventilador.
    Não aplique muita força no ventilador com o pincel. Recomendo a utilização do pincel mais fino para limpar o ventilador do cooler do processador. Use o pincel médio para limpar o dissipador por dentro das aletas. Após a limpeza acople novamente o ventilador no dissipador. Agora se você está aproveitando para trocar o processador por um mais veloz, e este vier acompanhado de um cooler, basta instalar o novo chip e, em seguida, instalar o novo cooler, aproveitando o elastômero presente nele. Caso o cooler não tenha elastômero, aplique a pasta térmica no chip e no dissipador do cooler.
  4. Use o pincel médio para limpar a placa mãe. Nos cantos mais difíceis (por exemplo, os espaços entre os conectores do painel ATX) use o pincel pequeno. Passe o pincel nos slots (PCI, AGP, CNR, PCI-E, etc), conectores do painel ATX e nos soquetes de memória. Não esqueça do “cercadinho” do soquete do processador. Evite aplicar muita pressão no pincel sobre a placa mãe para não correr o risco de entortar algum componente, ou pior, arrancá-lo da placa mãe. Isso pode ocorrer sobretudo em placas muito antigas, já que os terminais dos componentes como os capacitores e pequenas bobinas ficam fragilizados com o tempo e com a temperatura. Se dispuser de um jateador de ar, pode lançar mão dele para a limpeza. Por falar em jateador de ar, não sopre nos slots. Use o pincel ou o jateador de ar.
  5. É hora de montar o cooler de volta no processador. Aplique uma fina camada de pasta térmica sobre o processador e na área de contato dele com o dissipador do cooler. Em seguida instale o cooler no processador, atentando para o processo correto de instalação e as precauções de segurança
  6. É hora de instalar os módulos de memória de volta nos soquetes. Antes use a borracha para limpar os contatos dos módulos (segure-os pelas laterais sempre). Passe a borracha em ambos os lados dos contatos. Certifique-se de passar a borracha apenas nos contatos, evitando pressão sobre as pecinhas eletrônicas que ficam em cima dos contatos dos módulos. Estas pecinhas podem se soltar se aplicada força da borracha sobre elas. Terminada a limpeza com a borracha use o pincel para eliminar os restos de borracha que ficaram presos nos módulos. Instale os módulos nos seus soquetes.
    A dica que eu dei sobre a associação de cada módulo e seu respectivo soquete se dá por um motivo: embora seja raro, um módulo pode funcionar bem em um soquete e não funcionar no outro. Recolocando os módulos nos soquetes de origem você tem a certeza de que eles funcionarão normalmente, afinal eles estavam funcionando nestas posições.

Teste da fumaça: este teste poderá assustar aqueles adeptos do ditado “Em time que está ganhando não se mexe” ou “Se não está quebrado, não conserte”. Na teoria um micro que estava funcionando e foi submetido a uma limpeza deveria voltar a funcionar normalmente. Mas podem ocorrer imprevistos, principalmente em micros que nunca receberam uma limpeza, sobretudo nas placas de expansão e módulos de memória, cujos contatos sempre funcionaram em determinada posição. Certifique-se que os soquetes de memória e slots estejam bem limpos.

O teste da fumaça consiste em ligar a placa mãe com o processador, módulos de memória (ao menos um, com exceção no caso da limpeza estiver sendo efetuada em micros equipados com o antigo Pentium 4 com módulos RIMM, já que este processador utiliza módulos aos pares) e a placa de vídeo. Antes limpe os contatos da placa de vídeo da mesma forma que fez com os módulos de memória. Aproveite e tire a poeira da placa em si, bem como do seu ventilador.

Caso o vídeo em uso seja onboard (mesmo que use uma placa de vídeo avulsa), vamos usar o vídeo onboard mesmo. Conecte a fonte de alimentação na placa, ligue o monitor na placa de vídeo, cheque se o cooler do processador está conectado na entrada correta. Em seguida ligue a placa fazendo um curto nos terminais indicados como PWR SW na placa mãe. Deu imagem? A memória está sendo reconhecida? Beleza. Este teste é para certificar de que a placa está joia depois da limpeza. Mais sobre isso adiante. Desconecte a fonte da placa mãe para continuarmos (não esqueça de primeiro desligar a fonte da tomada!).


  1. Parta agora para a limpeza do gabinete e dos seus ventiladores. Use o pincel maior (ou o jateador de ar) para tirar a poeira destas peças. É interessante levar o gabinete para um lugar mais arejado, pois o que vai sair de sujeira e poeira não vai estar no gibi. Abra a fonte (não o faça se ela estiver na garantia) e use o pincel médio para limpar seu interior, tomando cuidado com a pressão excessiva do pincel sobre os componentes da fonte.
    Uma jateada de ar na fonte seria melhor, principalmente no seu ventilador. Depois de tudo limpo coloque a fonte de volta no seu lugar, bem como os ventiladores do gabinete. Atente para o fluxo de ar indicado em um dos lados do ventilador de acordo com a posição no gabinete. Em geral os ventiladores frontais (e lateral) sopram ar, enquanto os traseiros retiram o ar. Eu acredito que os ventiladores sigam um padrão: o lado onde é visível a “tampa” do motor corresponde ao sopro de ar, enquanto o lado onde vemos a hélice inteira puxa o ar. A máscara por ser de plástico pode ser limpa com um pano úmido. Em seguida monte a máscara de volta na sua posição original.
  2. Vamos para a última parte da limpeza, que é processada sobre as placas de expansão, drives ópticos, cabos, etc. Faça uso da borracha na limpeza dos contatos das placas de expansão e o pincel para tirar o grosso da sujeira acumulada nelas. Para terminar limpe a bancada
Pronto. A limpeza está feita. Vamos a última parte do tutorial, que é a montagem do micro. Mas uma pausa para o café pois ninguém é de ferro.

Montando o micro


Vamos agora a montagem do micro. Prometo não me estender tanto. Para falar a verdade esta será a parte mais rápida.
  1. Comece acomodando a placa mãe de volta no gabinete, de acordo com o seu caso (chapa deslizante ou montagem direta no gabinete. Não esqueça de colocar de volta o espelho do painel ATX antes de montar a placa de volta no gabinete. Em caso da placa ser montada diretamente no gabinete, considere a montagem do ventilador traseiro depois de aparafusar a placa.
  2. Sugiro primeiro ligar os cabinhos do painel frontal, do speaker, do espelho traseiro USB e das entradas USB e de áudio frontais do gabinete, caso existentes. Se você anotou a posição dos cabinhos, não terá dificuldade na ligação. Caso não tenha anotado verifique no manual da placa mãe como ligar corretamente esses cabinhos. Especial atenção ao ligar os cabos das entradas frontais USB. É imperativo a ligação correta dessas entradas.
    Enquanto a inversão ou ligação errada dos cabos do painel frontal pode trazer como efeitos colaterais um LED que não acenda ou um botão POWER ou RESET inoperante, nos casos das entradas USB este tipo de erro pode custar a queima de um pendrive, mouse, HD externo ou outros dispositivos USB, bem como a queima do próprio controlador USB na placa mãe. Em caso de dúvidas consulte o manual da placa mãe.
  3. Ligue os cabos IDE, SATA e FLOPPY, nos respectivos conectores da placa mãe. Em seguida instale o drive de CD/DVD e o disco rígido. Dependendo do gabinete (tamanho), a instalação dessas unidades só pode ser feita antes da instalação da placa mãe. Mas acho que o usuário vá perceber isso ao desmontar o micro. =) Não ligue força e dados nas unidades ainda.
  4. Instale a placa de vídeo (ou ligue o monitor no conector de vídeo onboard se for o caso). Faça novamente o teste da fumaça. Verifique bem se os chicotes de alimentação da placa mãe estão devidamente conectados. Caso dessa vez não ligue, ao menos temos menos suspeitos. Verifique se tem energia na tomada caso os ventiladores não estejam girando. Veja se a sua fonte possui uma chave liga-desliga na sua traseira. Talvez você tenha esquecido de que a desligou por ela. Veja também se o ventilador do processador está conectado corretamente. Lembre-se de ter usado os parafusos com as respectivas arruelas ao prender a placa-mãe. Experimente desencaixar os módulos de memória, em seguida encaixe-os novamente. Por último promova um CLEAR CMOS. Veja também a atividade do cooler da placa de vídeo, caso use placa de vídeo avulsa.
  5. Depois de resolvido o teste da fumaça termine a montagem instalando as demais placas. E novamente rode o teste da fumaça. Uma placa mal encaixada pode impedir o PC de inicializar. Iniciando com o BIP de OK significa que tudo está funcionando perfeitamente.
  6. Conecte os cabos de força e dados no disco rígido, drive de disquete e drive de CD/DVD. Atente para a orientação MA/SL no caso de unidades IDE. Em caso de haver mais de um disco rígido ou unidade de CD/DVD, procure manter uma baia livre entre os dispositivos para facilitar a dissipação do calor gerado por eles. Conecte os cabos dos ventiladores do gabinete na placa mãe (ou nas tomadas da fonte de alimentação se for o caso).
  7. Por último organize os cabos da fonte de alimentação. É importante fazê-lo, pois cabos soltos provocam dificuldade na circulação de ar. Na pior das hipóteses um cabo solto pode travar o ventilador do processador. Não use elásticos, pois eles ressecam com o calor do interior do gabinete, podendo arrebentar, soltando os cabos, voltando o problema do aquecimento e do perigo de um cabo enroscar no ventilador do processador ou em outro (do chipset quando este possui um). Procure usar presilhas de plástico ou mesmo arame fino encapado, daqueles de amarrar saco de pão de forma. Não esqueça dos espelhos traseiros. Não deixe estas fendas abertas.

O teste final


  1. Antes de fechar o gabinete faça o teste. Ligue o PC e verifique o funcionamento do micro, inicializando o sistema operacional e testando os programas e dispositivos. Tudo funcionando? Beleza! Basta fechar o gabinete, checando mais uma vez a posição dos cabos (verificando se estão bem amarrados, não esquecendo de ligar o ventilador do duto lateral caso existente. Finalmente devolva o micro de volta ao seu lugar.
  2. Caso uma das placas de expansão não esteja respondendo, retire e coloque novamente. Contagem de memória erradica? Retire e reinstale novamente os módulos. Se nos testes da fumaça não deu erro na contagem da memória, não era para acontecer neste momento. Depois de tudo corrigido volte ao item 4.1.
  3. Trabalhe com o micro durante um tempo, em seguida reinicie e confira a temperatura no BIOS, ou caso você tenha um programa de monitoramento, faça-o através dele. Veja agora a temperatura do sistema. Se você seguiu todos os passos corretamente até aqui a temperatura vai estar mais baixa que apurada antes da limpeza.
Bem, é isso! As horas dispensadas nesta tarefa se pagarão com um PC mais estável. E se tiver um tempinho, faça também uma limpeza geral no software do seu micro, usando as ferramentas do sistema operacional ou programas (Windows) como o CCleaner .
Por Valério Dias 

quinta-feira, 11 de março de 2010

CONCURSO PARA TECNICO EM INFORMATICA DA UESPI

Já saiu o edital e inicaram as inscrições para o cargo de assistente técnico: Técnico de Tecnologia da Informação da UESPI no campus TORQUATO NETO.
A remuneração é de R$ 683,75 mais auxílio alimentação e transporte. Uma oportunidade única para você..!!

CONFIRA O EDITAL

VEJA O CONTEÚDO PROGRAMÁTICO

CARGO: AGENTE TÉCNICO DE SERVIÇOS


LÍNGUA PORTUGUESA
A língua padrão culta nas suas modalidades oral e escrita, nesta incluídos os aspectos formais relativos à ortografia oficial, à acentuação gráfica e à pontuação. A palavra: estrutura, processos de formação, classificação, flexão e emprego. Articulações sintáticas da oração e o período simples. A sintaxe de concordância nominal e de concordância verbal. O texto: compreensão, interpretação e articulações semântico-textuais.
20 QUESTÕES X PESO 2
NOÇÕES DE INFORMÁTICA
Componentes básicos de um computador: CPU, Memória e Periféricos. Sistema Operacional Windows XP. Microsoft Office: Word; Excel. Conceitos básicos de Internet. Internet Explorer e Mozilla Firefox. Noções de Utilização do MS Outlook – Envio e recebimento de mensagens (incluindo a utilização de arquivos anexos); Localização de mensagens nas pastas; Organização das mensagens em pastas e subpastas; Manutenção do catálogo de endereços; Nota sobre as versões dos softwares: MS Windows XP; MS-Word 2007 e MS-Excel 2007, MS-Outlook Express versão 6.0; MS Internet Explorer: versão 6.0 ou posterior. Mozilla Firefox versão 3.0 ou superior.
20 QUESTÕES X PESO 3

QUEM INTERESSAR-SE POR AULA BASTA DEIXAR UM COMENTÁRIO...!!
CASO HAJA PROCURA SUFICIENTE EU FORMAREI UMA TURMA DE CONTEÚDO E COMENTÁRIOS DE QUESTÕES..!!

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sexta-feira, 5 de março de 2010

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Hackers mais uma vez brigarão por prêmios de até US$100 mil no evento Pwn2Own 2010

Assim como acontece todo ano, a 3Com TippingPoint anunciou na semana passada que patrocinará a edição 2010 do Pwn2Own, evento/concurso destinado a hackers que brigam para encontrar brechas de segurança e invadir computadores e smartphones — principalmente através de browsers.


Hackers na Pwn2Own 2009

A Pwn2Own 2010 terá duração de três dias — mais uma vez, realizada durante a conferência de segurança CanSecWest —, com prêmios de US$40 mil e mais US$10 mil por alvo, totalizando US$100 mil.

No primeiro dia, os desafios serão Microsoft Internet Explorer 8, Mozilla Firefox 3 e Google Chrome 4 no Windows 7, além do Safari 4 no Mac OS X 10.6 Snow Leopard. No segundo, IE7, Firefox 3 e Chrome 4 no Vista, além do Safari 4 no Snow Leopard. No terceiro, finalmente, IE7, Firefox 3 e Chrome 4 no Windows XP, além do Safari 4 no Snow Leopard. O Opera não será alvo dos hackers, infelizmente, e para Aaron Portnoy, que lidera o time de segurança na TippingPoint, o Safari será o primeiro a cair.

Na ala dos dispositivos móveis, veremos embates entre iPhone 3GS (rodando o iPhone OS, da Apple), BlackBerry Bold 9700 (rodando o sistema operacional da Research In Motion), Nokia E62 (rodando Symbian S60) e Motorola DROID (rodando o Google Android).

O evento começa no dia 24 de março.

http://www.invasao.com.br/2010/02/21/pwn2own-2010-hackers-brigarao-por-premios-de-ate-us100-mil/

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

O laptop do futuro. Será ?

A empresa alemã Orkin Design e sua visão do design futurista para laptop. Como visto a tela, baseada na tecnologia OLED, é bem leve e flexível. Por isso mesmo, o equipamento poderia ser enrolado para ocupar menos espaço, e carregado assim, como se fosse uma bolsa. Ao estendê-lo, parte da estrutura se transformaria em tela, e a outra em teclado. Isso porque a superfície também seria sensível ao toque. Caso ela ficasse toda estendida, o equipamento se transformaria em um tablet. E mais: apoiando a estrutura dessa forma, o equipamento se transforma em uma TV. Será que um dia, nossos laptops serão assim?

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

ANTIVIRUS GRÁTIS NÃO PROTEGE PC...! MAS O BOM USO SIM..!



Apesar dos novos browsers terem uma boa segurança com relação a trojans e auto-instaladores, ainda existem aqueles que usam os navegadores desatualizados ou, pior, são logrados por e-mails fraudulentos que induzem a fazer o download e a execução de malwares.
Indo direto à ferida, a principal coisa que os antivírus fazem é deixar o computador lento, sem proteger de verdade. Estes softwares trabalham com um banco de dados com definições de malwares, e cada arquivo acessado pelo HD é verificado em tempo real. Existem entretanto inúmeras maneiras de disfarçar os malwares e muitos novos são criados todos os dias. Devido a isso, o antivírus é uma ferramenta relativamente ineficiente, principalmente os gratuitos. Se alguém me perguntasse qual é bom, diria nenhum, se me perguntasse o menos ruim, responderia McAfee (shareware).
Simples atenção e atitudes inteligentes podem livrar as pessoas desse mal, e nem há necessidade de ter um antivírus instalado. A solução definitiva é utilizar um sistema operacional seguro como MacOS X ou Ubuntu. Esses sistemas foram criados pensando na segurança, e os mais avançados atuais vírus e espiões não conseguem ataca-los, pois os programas não tem acesso direto à maquina e a outros programas abertos.
Você até pode instalar um antivírus neles (existem vários), mas apenas para ajudar os amigos que usam Windows na rede, pois para esses sistemas não há necessidade: o sistema é blindado. O Windows 7 está longe de ser blindado, apesar de ser mais seguro do que os anteriores.
Se você não abre mão do Windows pelo maior leque de Jogos e outros programas bobos, também há como se proteger, mas requer o minimo de percepção, e bastante desconfiança, dicas de como esquivar-se de scams está cheio na internet, e passa direto nos telejornais, já devem saber de cor:
  • Desativar a execução automática de mídias inseridas: http://support.microsoft.com/kb/967715/pt-br
  • Não executar programas (.exe, .com, .scr) baixados de e-mails e sites duvidoso;
  • Não utilizar a mesma senha em diversos serviços online;
  • Ler avisos do navegador e seus componentes antes de sair clicando "Ok", utilizar browser seguro (Firefox);
  • Lembrar-se de que ninguém dá dinheiro de graça, nem mesmo porquê você é o visitante numero um milhão do site;
  • Não baixar "cracks" e "serials" da internet (Não pense que os crackers são bondosos e só querem fazer você usar o software de graça) e se quiser o fazer, execute dentro de uma máquina virtual (vide: www.virtualbox.com);
  • O seu banco nunca vai pedir recadastramentos ou todas as suas senhas (o banco mais seguro é o HSBC, eu diria blindado);
  • Em hipótese nenhuma salve seus dados sigilosos (como senhas do banco ou cartão de crédito) em sua máquina ou em contas de e-mail (se for realmente necessário use criptografia, vide www.truecrypt.org);
  • Mude suas senhas periodicamente;
  • Nenhum amigo seu vai enviar mensagens em inglês pedindo para você entrar num site que vende pilulas para emagrecer, também ninguém vai mandar fotos do nada, caso aconteça, peça para seu amigo te responder se são reais;
  • Compre online usando cartão apenas em sites grandes. Além de ter o risco de o site ser uma fraude, sites menores têm maiores chances de ser invadidos por crackers (que podem baixar todas as suas informações da compra simplesmente porquê o dono do site não se preocupou com a segurança do mesmo);
  • Não coloque seus dados pessoais e bancários em qualquer sitezinho que for se cadastrar, só para baixar um vídeo por exemplo, use dados aleatórios e crie uma conta de e-mail só para esse fim, pois alem do site poder ser fraudulento, as vezes o dono é imoral e vende suas informações para empresas de spam;
  • Pesquise mais a respeito desse assunto no site http://www.google.com.br, com o mestre Google, a informação não te faltarás;

E se eu pegar um vírus no Windows?

Apesar de toda a atenção, sempre é possível ter um deslize e acabar sendo enganado, ou até outra pessoa usar nosso computador e não ter o nosso cuidado. Nesse caso se você possuir um antivírus atualize-o, mas isso geralmente não resolve o problema, pois a maioria dos vírus desinstala o antivírus (“avkillers”) e/ou bloqueia as atualizações e/ou se esconde do sistema operacional (“rootkits”).
A melhor solução eu chamo de "Advanced Malware Cleaning", que traduzindo é Limpeza Avançada de Malware, requer um pouco mais de empenho, mas geralmente tira todo e qualquer vírus e num tempo bem menor que os antivírus fazem. Se você é bom em inglês, e está disposto a instalar o MerdSoft SilverLight, tem um vídeo ótimo que ensina passo a passo como fazer aqui:
Neste vídeo, Mark ensina à usar ferramentas gratuitas de analise e diagnostico do sistema (da Microsoft Sysinternals) para identificar e remover programas maliciosos manualmente do sistema operacional.
Se você não entende inglês, vou dar aqui as melhores dicas que ele passa no vídeo, são bem fáceis e com elas dá para tirar todos aqueles lixos que abrem sozinho no computador:
  1. Baixe o programa Process Explorer, que é um Gerenciador de Tarefas avançado: http://technet.microsoft.com/en-us/sysinternals/bb896653.aspx
    Copie o arquivo para o C:Windows (ou qualquer outra pasta, mas essa é a melhor). Execute-o, aceite os termos e vá em Options e selecione: "Replace Task Manager", e depois selecione: "Verify Image Signatures".
    Feito isso, de um clique direito em cima da palavra "PID" e clique no único menu: "Select Columns",e selecione o item "Verified Signer".
    Dentro dessa nova coluna, aparecerá "(Verified)" ou "(Unable to Verify)". Os processos "Verified" são certamente legítimos, já os "Unable to Verify" podem não ser, e só esses devem ser investigados, na duvida de um clique direito e SEARCH ONLINE. Porem os processos "Verified" podem carregar DLLs que não são legitimas, se quiser dar uma olhada no que ela ta rodando, clique no ícone da folha de papel com duas engrenagens amarelas no centro, ali nos ícones do menu bar.
    Com esse programa você terá informações completas sobre os processos e seus subprocessos (Threads), e você poderá fecha-los, ou fechar seus subprocessos. Em propriedades o mais interessante é a aba "Strings", selecionando a opção Memory (no canto inferior esquerdo), processos maliciosos mandam suas informações para links ou e-mails, aí você poderá pegar o email do animal que fez o “malware”, mas não se contente, esse email certamente não é o pessoal. Se você achar Sites (http://) ou e-mails (conta@servidor.com) nas strings, há grandes chances de ser malicioso, mas verifique bem, pois pode ser o link de atualização do seu Adobe PDF Reader, por exemplo.
  2. Baixe o programa Autoruns, que é um editor de execuções automáticas: http://technet.microsoft.com/en-us/sysinternals/bb963902.aspx
    Esse programa é muito útil para tirar aquelas barras de pesquisa indesejáveis, os programas chatos da inicialização, enfim, qualquer coisa autoexecutável. Abra-o e espere carregar (demora um pouco).
    Quando o menu "Options" ficar disponível, clique em "Verify Code Signatures" e então aperte o botão F5 (ou File>Refresh), e então no Publisher aparecerá "(Verified)" ou "(Not Verified)". Novamente, só se preocupe com os "(Not Verified)", mas cuidado que muitos Not Verified são legítimos também, na duvida de um click direito e SEARCH ONLINE. Se tiver certeza que nunca mais quer ele na sua inicialização, de um click direito e "Delete", se estiver na duvida, apenas desmarque; o efeito é o mesmo, mas deletar é irreversível.
Com esses dois programas, você conseguirá remover sozinho a maior parte dos programas malware e adware da sua máquina, só se baterá com os rootkits, que você vai identificar quando não conseguir remover o arquivo, fechar o processo, ou quando o processo está sendo executado em um local onde ele aparentemente não existe.
Tendo um conhecimento médio em informática é possível ficar livre de programas indesejáveis sem precisar de um antivírus e sem precisar ficar reinstalando a máquina toda vez (tudo bem que Windows é bom fazer mesmo, pois chega uma hora que as coisas param de funcionar...) ou pagando um técnico.
Qualquer dúvida sobre remoção manual de malwares ou segurança na informação, sinta-se a vontade em comunicar me por email em: infotagcomputadores@hotmail.com

sábado, 23 de janeiro de 2010

CONFIGURANDO A REDE NO WINDOWS VIA PROMPT DE COMANDOS

Uma curiosidade no Windows XP é que toda a configuração da rede pode ser feita via linha de comando, através do prompt do MS-DOS, como no Linux. Na prática, não existe nenhuma grande vantagem sobre configurar pelo Painel de controle, mas não deixa de ser um truque interessante, que vale à pena aprender.
Ao configurar a rede via DHCP, você pode checar rapidamente qual endereço IP está sendo usado por cada micro usando o comando "ipconfig" dentro do prompt do MS-DOS:
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Para configurar a rede, especificando manualmente os endereços, você usaria:
C:> netsh int ip set address name="Conexão Local" source=static 192.168.0.22
255.255.255.0 192.168.0.1 1

... onde o "Conexão Local" é o nome da conexão de rede (da forma como aparece no painel de Conexões de rede do Painel de controle), seguido pelo endereço IP, máscara e gateway da rede. Não se esqueça do número "1" no final, que é um parâmetro para a configuração do gateway.
Para configurar o DNS, você usaria:
C:> netsh int ip set dns "Conexão Local" static 200.204.0.10
Para configurar os endereços e DNS via DHCP, você pode usar os comandos:
C:> netsh int ip set address name="Conexão Local" source=dhcp
C:> netsh int ip set dns "Conexão Local" dhcp

O endereço obtido via DHCP precisa ser renovado periodicamente, o que é feito de forma automática. Mas, em algumas situações, o sistema pode falhar em renovar o endereço (o que é relativamente comum ao acessar via cabo, por exemplo) fazendo com que seu micro seja desconectado da rede. Nestes casos, você pode forçar a renovação do endereço IP clicando com o botão direito sobre o ícone da conexão, dentro do painel de controle e acessando a opção "Reparar", ou usando os dois comandos abaixo no prompt do MS-DOS:
C:> ipconfig /release
C:> ipconfig /renew

Um exemplo de configuração de rede completa para um dos micros da rede, que vai acessar a internet através do micro que está compartilhando a conexão, seria:
IP: 192.168.0.2
Máscara: 255.255.255.0
Gateway: 192.168.0.1 (o endereço do micro compartilhando a conexão)
DNS: 200.204.0.10, 200.204.0.138

O micro que está compartilhando a conexão por sua vez vai ter duas placas de rede, uma para a internet e outra para a rede local, por isso vai ter uma configuração separada para cada uma. A configuração da internet é feita da forma normal, de acordo com o tipo de conexão que você usa, enquanto a configuração da rede interna segue o padrão que vimos até aqui.
Neste exemplo, estou usando dois endereços de servidores DNS externos na configuração do cliente, mas é possível instalar um servidor DNS na máquina que está compartilhando a conexão, incluindo inclusive nomes para as máquinas da rede local. Neste caso, você pode usar o endereço do gateway também como DNS:
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Note que, neste caso, os micros da rede local utilizam uma faixa de endereços privada (192.168.0.x no exemplo), uma faixa de endereços que não existe na internet. O único que possui um endereço IP válido na internet é o roteador, que por isso é o único que pode ser acessado diretamente de fora. Ele fica responsável por interligar as duas redes, permitindo que os micros da rede interna acessem a internet.
Este método de compartilhamento de conexão é chamado de "NAT" (Network Address Translation). Ao receber um pacote de um dos micros da rede local endereçado à internet, o servidor substitui o endereço da estação (192.168.0.2, por exemplo) pelo seu endereço de internet (200.220.134.54, por exemplo) e o envia ao destinatário. Ao receber resposta, o servidor novamente troca o endereço de internet do destinatário pelo seu (do servidor) IP de rede local. A estação acha que está conversado diretamente com o servidor e não enxerga os demais hosts da internet enquanto eles (os demais hosts) enxergam apenas seu servidor e não os demais micros da rede local, que permanecem invisíveis.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

DICAS NO WINDOWS 7

Programas antigos não rodam? Quase sempre sim!

As opções de compatibilidade do Windows 7 são basicamente as mesmas das edições anteriores, mas muita gente não as conhece ou tem medo de usá-las. Em boa parte dos casos um programa que não rodava passa a rodar. As exceções geralmente ficam por conta de drivers, instaladores de dispositivos (reais ou virtuais), e aplicações que requerem uma versão antiga do .NET Framework, que não seja compatível com o Windows 7. Se um driver funcionava no Windows Vista ou até mesmo no XP, você pode tentar instalar ele no modo de compatibilidade – algumas vezes funciona. Um caso mais complicado é o Windows 7 de 64 bits, que exige drivers assinados pela Microsoft, assim como o Vista (contornar isso não é tão simples).
Para rodar um programa no modo de compatibilidade, clique no ícone dele com o botão direito e vá em Propriedades. Na aba Compatibilidade, marque o que se aplicar, especialmente o primeiro item:
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Geralmente escolher uma edição anterior do Windows funciona. Você pode marcar também para rodar o programa como administrador. As opções de cores e outras visuais geralmente são para programas que usam skins próprias, que sobrepõem o desenho da janela do Windows (embora muitos funcionem sem precisar delas), ou então alguns jogos antigos.
Além do modo de compatibilidade, é bom rodar alguns programas antigos como administrador (clicando no ícone com o direito e escolhendo Executar como administrador; ou marcar a opção correspondente na tela de propriedades exibida acima, para a configuração valer sempre). Por quê rodar como administrador? Porque programadores que não ligavam para as recomendações da Microsoft continuam fazendo programas errados, que gravam em locais onde só administradores podem gravar. Os locais protegidos mais comuns são as chaves HKEY_LOCAL_MACHINE do registro, e arquivos dentro da pasta do próprio programa, quando não dentro da pasta do Windows (pior ainda).
Para salvar configurações por usuário os programas devem gravar na HKEY_CURRENT_USER, e em pastas do usuário, como Documentos ou AppData, esta fica oculta na pasta “home” de cada usuário. A culpa não é do Windows, é sim dos desenvolvedores que se acostumaram com o tempo Windows 98, que não tinha um controle de contas pensando em proteção. O Windows NT 4 já era bem restrito quanto a isso mesmo em 1996/1997, mas como não era comum seu uso em residências, isso tudo era deixado de lado – exceto em programas de uso em servidores e estações de trabalho. Nele apenas administradores têm acesso a locais importantes do registro e pastas do sistema, onde uma alteração pode afetar a inicialização do computador ou prejudicar o funcionamento de programas e serviços essenciais.
Os programas rodados em modo de usuário comum ou limitado não prejudicam os outros programas, no máximo prejudicariam apenas a conta em uso (similar ao que ocorre na maioria das distribuições Linux). O Windows 2000 (NT 5.0) começou a popularizar um pouco esse conceito (e até trazia um programa para compatibilidade com aplicações antigas no CD do Windows).
Quando chegou o XP (NT 5.1) os problemas apareceram de vez, já que ele foi usado em massa por usuários domésticos, pondo fim à linha de uma carcaça ou carroceria visual por cima do MS-DOS (aka Windows 95/98/Me). Com o Vista (NT 6.0) e 7 (NT... adivinhe? 7.0? Errou, é 6.1, uma versão “melhorada” do Vista :P) tudo isso continuou, afinal usuário limitado não pode fazer alterações globais no sistema – e com o UAC ativo, até mesmo os administradores rodam por padrão como usuários limitados; falarei disso daqui a pouco.
Hoje é comum encontrar programas novos que respeitam o sistema, mas muita gente ainda usa programas antigos que não são mais atualizados, onde os problemas são maiores. O Windows Vista e 7 têm um método de redirecionamento para programas que tentam gravar na HKEY_LOCAL_MACHINE, onde ele salva numa chave fake (falsa) dentro da seção do registro do usuário. A saber, a chave é essa: HKEY_USERS_ClassesVirtualStoreMachine. Saiba mais sobre a virtualização do registro em http://msdn.microsoft.com/en-us/library/aa965884(VS.85).aspx. Isso ajuda mas não é totalmente garantido. Rodar como administrador é uma das opções mais rápidas para solucionar o problema.
Uma outra opção boa é definir os direitos de gravação da pasta do programa livre para todos (algo como um chmod -R 777, se você usa Linux). Um exemplo em que uso pessoalmente isso é para rodar o Delphi 7 (ou anteriores) no Windows Vista ou 7. Ele salva os projetos do usuário na pasta Projects dentro da pasta dele, que ficaria numa subpasta da Arquivos de programas. Na configuração padrão, usuários comuns não podem alterar nada ali (senão seria fácil trocar executáveis, os vírus teriam mais liberdade, etc). Isso impede que o programa funcione. Mas se você se tornar proprietário da pasta e/ou liberar a gravação para todos os usuários, o problema simplesmente termina e ele funciona numa boa. Como dica complementar, rode também como administrador, caso seu programa tente gravar configurações ou outras coisas na chave HKEY_LOCAL_MACHINE do registro :)
Para modificar as permissões de arquivos e/ou pastas no Windows Vista e 7 é necessário dar uma voltinha. Veja:
  1. Clique com o botão direito no item que você quer, e vá em Propriedades. Pode ser um arquivo ou pasta, ou vários deles selecionados.
  2. Vá para a aba Segurança. Clique no botão Editar (se não fizer isso ele vai apenas mostrar os direitos e proibições, sem permitir alterações).
  3. Selecione o tipo de usuário desejado para alterar as permissões. Selecione Usuários, no caso, para liberar para todos os usuários comuns. Se quiser, pode selecionar seu nome, caso não seja interessante que outras contas locais acessem com direitos ilimitados os arquivos que você selecionou.
  4. Com o grupo ou usuário desejado selecionado, marque a caixinha “Permitir” do item “Controle total”. Dê OK e pronto. No Vista a aplicação pode demorar mais do que no 7, especialmente se a pasta tiver muitos arquivos.
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Observação: se o nome de usuário ou grupo não estiver listado, clique em Adicionar, e localize um usuário na máquina. Uma dica para liberar para todos é selecionar “Todos”. Para isso, clique no Adicionar; na tela seguinte digite Todos (ou Everyone, no Windows em inglês) e dê OK. O nome aparecerá na lista. Selecione ele e depois marque as permissões desejadas.
Se você quiser se tornar proprietário da pasta ou arquivo, clique no botão Avançado (da aba Segurança na janela de propriedades) e vá para a aba Proprietário. Clique em Editar e localize seu nome (ou do usuário ou grupo desejado). Da mesma forma você pode definir Todos (para todas as contas) ou Users (para todos os usuários), assim como Administradores (para todos os administradores).
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Para substituir alguns arquivos de sistema, como por exemplo os uxtheme.dll, themeui.dll e shsvcs.dll (para liberar temas visuais não assinados pela MS), pode ser necessário se tornar proprietário deles.

MAIS DICAS A CAMINHO..!!!

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

ESPECIAL..!! ENTENDA A DIFERENÇA ENTRE DVD E BLU RAY

O DVD foi uma a evolução natural do CD, que surgiu como uma mídia para a distribuição de filmes, substituindo as antigas fitas VHS. Assim como no caso dos CDs de áudio, o padrão foi rapidamente adaptado para a gravação de dados, dando origem ao DVD-ROM.
Uma das grandes diferenças entre o CD e o DVD é o comprimento de onda do laser, que é de 780 nm no CD e 650 nm no DVD. Combinada com outras melhorias técnicas, a mudança permitiu reduzir o comprimento dos sulcos de 1.6 para 0.74 nm, resultando em uma capacidade total de 4.7 GB.
Diferente do CD, onde a camada reflexiva vai na parte superior do disco, o DVD é composto por dois discos de 0.6 mm colados, com o camada reflexiva posicionada entre ambos. Além de tornar a mídia mais resistente, isso abriu as portas para a criação dos DVDs double-sided (DS) onde são usados os dois lados da mídia, dobrando a capacidade. Temos também as mídias dual-layer (DL) que são compostas por duas camadas de gravação sobrepostas, que são lidas variando o foco do laser de leitura:
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A combinação das duas técnicas deu origem aos 4 padrões de DVDs, que incluem o DVD 5 (um lado e uma camada, com 4.7 GB), DVD 9 (um lado, duas camadas, com 8.5 GB), DVD 10 (dois lados, uma camada cada, com 9.4 GB) e DVD 18 (dois lados, duas camadas cada, com 17 GB). Embora os DVDs de duas camadas sejam bastante comuns em filmes longos, os padrões com duas faces são bastante raros, já que o alto custo das mídias faz com que seja mais viável usar usar dois DVDs separados.
Por pressão dos grandes estúdios, o primeiro formato de DVD gravável (desenvolvido pela Pioneer) tinha uma capacidade ligeiramente menor que as mídias prensadas, com apenas 3.95 GB. Essa limitação foi introduzida com o objetivo de impedir a cópia direta de DVDs de filmes, mais os fabricantes logo passaram a ignorá-la, resultando as mídias de 4.7 GB (single-layer) e 8.5 GB (dual-layer) que usamos atualmente.
Uma peculiaridade dos DVDs graváveis é a guerra dos formatos, entre o DVD-R, DVD+R e o DVD-RAM, três formatos similares, porém incompatíveis.
O padrão DVD-R foi finalizado em 1997 e foi o primeiro formato a se popularizar, enquanto o DVD+R é um formato mais novo, desenvolvido em 2002. Embora as mídias sejam similares, o DVD+R implementa um sistema de correção de erros mais robusto, que torna as mídias um pouco mais confiáveis e resistentes a danos. Em ambos os padrões temos também mídias regraváveis, chamadas de DVD-RW e DVD+RW.
Felizmente, a existência dos dois padrões não levou a uma guerra de formatos, pois os fabricantes passaram a produzir leitores e gravadores compatíveis com ambos os padrões, criando os drives "DVD±R", que são de longe os mais comuns atualmente. Apesar disso, o DVD-R continua sendo o padrão mais compatível, já que muitos leitores antigos oferecem suporte apenas a ele.
Embora as capacidades nominais sejam de "4.7" e "8.5" GB, existem pequenas diferenças de capacidade entre os dois padrões. As mídias DVD-R armazenam 4.707 MB (single-layer) e 8.543 (dual-layer), enquanto as DVD+R armazenam respectivamente 4.700 MB e 8.547 MB.
Em ambos os casos, as capacidades são calculadas em bits decimais (como nos HDs), o que faz com que a capacidade real indicada pelo sistema operacional seja ligeiramente inferior, com 4.38 ou 7.96 GB.
O DVD-RAM por sua vez oferece uma opção de mídia regravável de acesso aleatório, onde você pode gravar e apagar os arquivos livremente, como em uma mídia magnética. Isso também é possível em outras mídias usando um software com suporte ao packet writing, mas no DVD-RAM esta é uma função nativa, que não depende do uso de um software externo.
Além de diferenças nas funções lógicas (uso de um sistema de correção de erros mais desenvolvido e gerenciamento de blocos defeituosos) as mídias DVD-RAM utilizam trilhas concêntricas (como em um HD) e não uma espiral contínua, como em outras mídias ópticas.
Embora sejam práticas e mais confiáveis que as mídias DVD-RW e DVD+RW, as mídias DVD-RAM nunca se tornaram muito populares. Existem muitos motivos para isso, incluindo o alto custo (as mídias DVD-RAM são consideravelmente mais caras que as concorrentes) e o fato de uma grande percentagem de leitores não serem compatíveis com elas. Outro motivo é a popularização dos pendrives e HDs externos, que fizeram os DVDs e CDs regraváveis de uma forma geral caírem muito em popularidade.
Concluindo, temos o Blu-ray, que representa a terceira geração das mídias ópticas, desenvolvido com o objetivo de atender à demanda por uma uma mídia capaz de armazenar filmes em 1080p comprimidos em H.264 ou VC1, que ocupam em média 5 vezes mais espaço que os 480p usados no DVD. O padrão foi desenvolvido pela Sony e apresentado em 2002, mas começou a se tornar popular apenas a partir de 2009, em parte devido à batalha contra o HD DVD da Toshiba.
O Blu-ray utiliza um laser com comprimento de onda de 405 nm, o que resulta na cor azulada que deu origem ao nome. Assim como no DVD, o menor comprimento de onda permitiu o uso de sulcos menores, com apenas 0.32 nm de comprimento (contra os 0.74 nm do DVD), o que elevou a capacidade para 25 GB nas mídias single-layer e 50 GB nas dual-layer.
Existem também mídias prensadas com 27 GB, que utilizaram uma espiral ligeiramente mais extensa (assim como nos CD-ROMs de 80 minutos). Elas são muito usadas em discos com filmes, para dificultar a cópia direta em mídias graváveis.
Temos aqui um comparativo entre o tamanho dos sulcos e do ponto focal do laser no Blu-ray e no DVD, que mostra a diferença na escala:
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Devido à questão do foco do laser de leitura, a camada de gravação nas mídias Blu-ray não fica mais no centro da mídia (como no DVD) mas sim diretamente na parte inferior, protegida apenas por uma camada protetora com 100 micra (0.1 mm) de espessura.
No caso das mídias dual-layer, o conjunto é ainda mais frágil, com o uso de uma camada de separação de 25 micra entre as duas camadas de gravação e uma camada protetora de apenas 75 micra sobre as duas, o que faz com que a espessura total do conjunto seja a mesma da de uma mídia single layer. Este diagrama da Panasonic ilustra o conceito:
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Combinada com a maior densidade de gravação, isso torna as mídias Blu-ray especialmente vulneráveis a arranhões, o que demanda mais cuidado no manuseio. Durante a fase de desenvolvimento, chegou a ser cogitado o uso de um cartucho plástico e proteção (como nos antigos discos Zip), mas a ideia acabou sendo abandonada, já que tornaria as mídias caras e desajeitadas.
Os discos Blu-ray prensados são chamados de BD-ROM, enfatizando o fato de serem mídias apenas para leitura. Os discos graváveis são chamados de BD-R e os regraváveis de BD-RE. Diferente das mídias CD-R e DVD-R, que utilizam compostos orgânicos na camada de gravação, tanto as mídias BD-R e BD-RE são baseadas em compostos inorgânicos, mudando apenas a composição.
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Assim como nas gerações anteriores, os drives Blu-ray mantêm a compatibilidade com os padrões anteriores, permitindo ler também CDs e DVDs. Entretanto, isso não se deve à compatibilidade entre os padrões, mas sim ao uso de múltiplos laseres de leitura, que são usados de acordo com a mídia. Isso leva aos casos de drives combo, que são capazes de gravar CDs e DVDs, mas apenas leem discos Blu-ray:
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Uma curiosidade é que a maioria dos drives usam lentes separadas para o Blu-ray e para o combo CD/DVD. Por estranho que possa parecer, essa é uma solução adotada para reduzir os custos, já que permite aproveitar componentes da geração anterior (cujo custo já está mais do que amortizado), simplesmente adicionando um conjunto separado de laser, lente e sensor para o Blu-ray. Como os dois conjuntos são semi-independentes, não é incomum que apenas um deixe de funcionar em caso de defeito, fazendo com que o drive passe a ler apenas DVDs ou apenas mídias Blu-ray:
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Diferente dos CDs e DVDs graváveis, que rapidamente se tornaram populares, os discos Blu-ray graváveis terão uma batalha mais difícil pela frente, já que o custo inicial das mídias é muito mais alto e a capacidade continua sendo baixa em relação à dos HDs. Em 2012 teremos cartões de memória de 32 GB a preços relativamente baixos, fazendo com que os 25 GB das mídias BD-R single-layer soem como algo ultrapassado. É bem provável que a maioria continue usando os CDs e DVDs para o transporte de pequenos arquivos, migrando para os pendrives de grande capacidade e HDs externos na hora de transportar grandes volumes.
A principal esperança para os discos ópticos são as mídias Blu-ray de grande capacidade, que estão em desenvolvimento e podem chegar ao mercado nos próximos anos.
O padrão Blu-ray permite o uso de um número indefinido de camadas de gravação, que podem ser lidas de forma alternada variando o foco do laser, em uma versão mais precisa da tecnologia já usada nas mídias dual-layer. Isso deixou as portas abertas para a produção de mídias multi-layer, com de 100 GB (4 camadas) a 500 GB (20 camadas). O grande problema é que estas novas mídias serão mais caras (já que são baseadas no empilhamento de múltiplas camadas de gravação independentes) e dificilmente serão compatíveis com os leitores atuais, o que dificultará a adoção.
Concluindo, uma observação óbvia, porém importante é que as taxas de leitura e gravação das mídias mudam de acordo com o padrão. No CD-ROM, uma taxa de 1x corresponde a apenas 150 KB/s, de forma que um leitor de 56x atinge um máximo de 8.4 MB/s e um gravador atinge 4.8 MB/s ao gravar a 32x. Em ambos os casos, a velocidade máxima é atingida apenas nas trilhas mais externas, já que os drives atuais usam o sistema CAV (Constant Angular Velocity), onde o disco gira sempre na mesma velocidade.
No caso dos CD-ROMs, a velocidade acabou estacionando nos 56x, já que o uso de velocidades mais altas esbarra nos limites físicos para a velocidade de rotação da mídia. A Kenwood chegou a apresentar um drive capaz de ler a 72x em 2001, utilizando sete feixes de laser separados, mas a tecnologia era cara e os drives acabaram não fazendo sucesso.
Entretanto, a migração para o DVD e o Blu-ray abriu as portas para o uso de taxas mais altas, já que o uso de sulcos menores permite per mais dados por rotação dos discos. A nomenclatura também mudou, acompanhando o aumento no bitrate dos conteúdos.
No DVD, 1x corresponde a 1.35 MB/s (equivalente a 9x do CD-ROM), o que faz com que um leitor de 24x leia a até 32.4 MB/s e um gravador capaz de gravar a 16x atinja 20.6 MB/s, gravando uma mídia single-layer em cerca de 4 minutos.
No caso do Blu-ray, a taxa nominal subiu para 4.5 MB/s (equivalente a um CD-ROM 30x), de forma que um leitor que trabalhe a 12x atinge nada menos que 54 MB/s. O mesmo se aplica aos gravadores, que atingem 18 MB/s a 4x e 36 MB/s a 8x, velocidade na qual uma mídia single-layer é gravada em 12 minutos.
Como sempre, a velocidade de gravação é limitada pela qualidade da mídia e pela configuração do PC (que precisa ser capaz de fornecer os dados ao gravador na velocidade necessária), por isso é sempre menos problemático gravar usando velocidades mais baixas.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

INICIANTE ENTENDA A PLACA MÃE

O componente mais importante de qualquer PC não é o processador e nem mesmo o HD, mas sim a placa-mãe, que é a responsável pelos barramentos e toda a comunicação entre os componentes. Se um PC fosse um organismo vivo, o processador, memória e HD formariam as diferentes áreas do cérebro, enquanto a placa-mãe seria todo o resto do corpo, incluindo os órgãos vitais.
Devido à enorme quantidade de chips, trilhas, capacitores e encaixes, a placa-mãe também é o componente que, de uma forma geral, mais dá defeitos. É comum que um slot PCI pare de funcionar (embora os outros continuem normais), que instalar um módulo de memória no segundo soquete faça o micro passar a travar, embora o mesmo módulo funcione perfeitamente no primeiro e assim por diante.
A maior parte dos problemas de instabilidade e travamentos são causados por problemas diversos na placa-mãe, por isso ela é o componente que deve ser escolhido com mais cuidado. Em geral, vale mais a pena investir numa boa placa-mãe e economizar nos demais componentes, do que o contrário.
A qualidade da placa-mãe é de longe mais importante que o desempenho do processador. Você talvez nem perceba uma diferença de 20% no clock do processador em atividades do dia a dia, mas com certeza vai perceber se o seu micro começar a travar ou se a placa de vídeo onboard não tiver um bom suporte no Linux, por exemplo. Ao montar um PC de baixo custo, economize primeiro no processador, depois na placa de vídeo, som e outros periféricos. Deixe a placa-mãe por último no corte de despesas.
Antigamente existia a polêmica entre as placas com ou sem componentes onboard. Hoje em dia isso não existe mais, pois todas as placas vêm com som e rede onboard. Apenas alguns modelos não trazem vídeo onboard, atendendo ao público que vai usar uma placa 3D dedicada e prefere uma placa-mãe mais barata ou com mais slots PCI do que com o chipset de vídeo onboard que, de qualquer forma, não vai usar.
Essa mesma tendência tem se demonstrado também nos chipsets. Dentro da linha da Intel, por exemplo, os chipsets das linhas "X" (como o X48 e o X58) e "P" (como o P45 Express e o P55 Express) que são os modelos destinados a estações de trabalho e PCs de alto desempenho não possuem vídeo onboard, que é incluído apenas nos chipsets da linha "G" (como o G35 e o G45) que são destinados a PCs de baixo custo.
A principal característica em qualquer placa-mãe é o soquete usado, que determina com quais processadores ela é compatível. Você não pode instalar um Athlon 64 soquete 754 em placa placa AM2+ ou AM3 atual, nem muito menos encaixar um Phenom II em uma placa LGA-775 para processadores Intel.
Entretanto, o soquete é apenas a ponta do iceberg, consequência de outras diferenças estruturais, tais como o chipset e outros componentes usados. Uma nova geração de processadores exige quase sempre uma nova geração de placas, com novos chipsets, novos layouts de trilhas e novos soquetes.
Em seguida temos o conjunto de conectores oferecidos pela placa, que determinam as possibilidades de expansão e fornecem uma ideia geral sobre o segmento à que a placa se destina. Placas mais caras oferecem quase sempre um conjunto mais completo de interfaces, com dois ou três slots PCI Express x16 (para o uso do CrossFire ou SLI), com mais portas SATA e USB, enquanto placas de baixo custo oferecem um único slot x16 e um número menor de interfaces.
Placas antigas não possuem slots PCI Express nem portas SATA, oferecendo no lugar um slot AGP para a conexão da placa de vídeo e duas ou quatro portas IDE para a instalação dos HDs e drives ópticos. Temos ainda soquetes para a instalação dos módulos de memória, o soquete do processador, o conector para a fonte de alimentação e o painel traseiro, que agrupa os encaixes dos periféricos onboard, incluindo o conector VGA ou DVI do vídeo, conectores de som, conector da rede e as portas USB:
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O número de slots de memória, multiplicado pela capacidade máxima por módulo suportada pelo chipset determina o máximo de memória suportada pela placa. Uma placa com apenas dois slots, cujo chipset suporta módulos de até 4 GB, por exemplo, suporta um máximo de 8 GB. Placas antigas (sobretudo as com chipsets Intel) tendem a suportar pouca memória, o que limita bastante as possibilidades de uso. Um bom exemplo eram as placas para Pentium III baseadas no chipset i815, que suportavam apenas 512 MB.
Assim como os demais componentes, os barramentos evoluíram de forma expressiva durante as últimas décadas, passando do ISA e das portas seriais, aos slots PCI Express e portas USB 2.0, que utilizamos atualmente. Não poderia ser diferente, pois o uso de um barramento lento cria um gargalo, que limita o desempenho dos componentes ligados a ele. Vamos então a um pequeno resumo sobre os barramentos usados atualmente:
PCI: O PCI é o arroz com feijão em termos de placas de expansão. Ele surgiu em 1992 como um substituto para os antigos ISA e VLB e continua sendo usado desde então. O PCI funciona bem em conjunto com periféricos lentos, como placas de som, modems, placas de rede de 100 megabits e placas de TV, mas ele há muito deixou de ser um barramento utilizável para placas 3D e outros periféricos rápidos.
AGP: O AGP foi a primeira solução para as baixas taxas de transferência do PCI. Ele era um barramento dedicado para a placa de vídeo, que oferecia taxas de transferência de até 2133 MB/s (no AGP 8x), o que era mais do que suficiente para as placas da época. Entretanto, ele possuía as limitações de permitir o uso de uma única placa de vídeo (para usar duas placas você precisava de uma placa PCI) e de não permitir a conexão de outros tipos de periféricos.
PCI Express: O PCI Express é o sucessor do PCI e ao mesmo tempo o substituto do AGP. A grande diferença entre o PCI Express e os dois antecessores é o fato de que ele é um barramento serial, onde os bits são transferidos um de cada vez, porém em grande velocidade.
Por estranho que possa parecer, isso permite que ele seja capaz de atingir taxas de transferência muito mais alta que o PCI ou o AGP (que são barramentos paralelos) compensando a menor largura com uma frequência muito mais alta.
Cada linha PCI Express oferece um barramento de 250 MB/s bidirecional (ou seja, 250 MB/s em cada sentido) e os slots PCI Express vão do x1 ao x16, de acordo com o número de linhas utilizadas. Com isso, os slots x1 (os menores, utilizados por periféricos gerais) oferecem um barramento de 250 MB/s, os slot x4 oferecem 1 GB/s e os slots x16 (usados pelas placas de vídeo) oferecem 4 GB/s.
Apesar da diferença na velocidade, os slots PCI Express são eletricamente compatíveis, o que permite que você espete uma placa x1 ou x4 em um slot x16 (ela vai usar apenas os primeiros contatos do slot, deixando as outras linhas de dados sem uso). Existem também casos de placas com slots x4 abertos, que permitem a instalação de uma placa de vídeo x16 (para o uso de duas placas em SLI ou CrossFire). Nesse caso o desempenho será menor (já que a placa passará a dispor de apenas 4 linhas de dados), mas também funciona perfeitamente:
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Mais recentemente estamos assistindo à popularização do PCI Express 2.0, que mantém os mesmos slots e preserva a compatibilidade com as placas antigas, porém dobra a taxa de transferência, oferecendo 500 MB/s por linha. Com isso, um slot PCI Express 2.0 oferece 8 GB/s de banda em cada direção.
USB: As portas USB surgiram como substitutas das antigas portas seriais e paralelas e rapidamente se tornaram o padrão para a conexão de todo o tipo de periférico externo. O padrão USB original oferecia uma barramento de apenas 12 megabits, mas ele foi logo substituído pelo USB 2.0, que elevou a taxa para 480 megabits. Atualmente estamos assistindo à migração para o USB 3.0, que eleva a taxa para 4.8 gigabits, atendendo a HDs e outros periféricos rápidos.
Acompanhando o crescimento na popularidade, as placas passaram a oferecer um número cada vez maior de portas. As primeiras ofereciam apenas duas ou quatro portas, enquanto placas atuais oferecem 12 portas ou mais. Além das portas disponíveis no painel traseiro, estão quase sempre disponíveis mais 4 portas através dos conectores no corpo da placa, que permitem a conexão das portas na frente do gabinete, ou de periféricos internos, como leitores de cartões.
SATA: O SATA é o padrão atual para a conexão de HDs, oferecendo uma taxa de transferência de 300 MB/s (3.000 megabits) no SATA 300. Embora os HDs mecânicos ainda trabalhem com taxas de transferência muito mais baixas (na faixa dos 100 a 150 MB/s) os 300 MB/s já são um limitante para muitos SSDs, que são capazes de oferecer taxas de leitura mais altas. Isso tem apressado a adoção do SATA 600, que dobra a taxa de transferência, mantendo a compatibilidade com o padrão antigo.
Assim como no caso do PCI Express, o SATA é um barramento serial, o que explica o fato de o conector ser tão pequeno. O conector IDE utiliza um total de 80 pinos (40 para dados, 39 para aterramento e mais um pino adicional de verificação) mas a velocidade de transmissão é muito mais baixa (apenas 133 MB/s), já que a interferência entre os pinos e a dificuldade em manter a sincronização dos sinais faz com que o controlador precise operar a frequências muito mais baixas.
IDE: Apesar do avanço do SATA, quase todas as placas-mãe continuam oferecendo uma interface IDE solitária, que pode ser usada pelo drive óptico e um eventual HD IDE herdado de um PC antigo. Conforme os drives ópticos em versão SATA se tornem mais populares, a tendência é que a porta IDE se torne cada vez mais rara.
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eSATA: O eSATA é uma versão externa do SATA, destinada à conexão de HDs externos. A porta permite a conexão de qualquer HD, mas ela não transmite energia, o que torna necessário usar uma fonte externa.
Devido à falta de espaço no painel traseiro, muitos fabricantes estão adotando o uso de conectores híbridos, que inclui os pinos da porta eSATA na face superior e os 4 pinos da porta USB na face inferior, permitindo a conexão de ambos os tipos de periféricos:



COMENTEMMMMM..!!!!!


JOÃO BATISTA DE SIQUEIRA










domingo, 3 de janeiro de 2010

PARA TODOS... VAMOS ENTENDER A PLACA DE SOM..!!!

Embora os micros PCs existam desde 1981, as placas de som de tornaram comuns apenas a partir de 1996 a 1998, com a popularização dos "kits multimídia", que incluíam a placa de som, um drive de CD, caixas de som e microfone. Antes disso, a maioria dos PCs incluíam apenas o speaker da placa-mãe, que era usado como uma "placa de som de pobre" por muitos jogos, que tiravam leite de pedra, modulando a frequência e a duração dos bips de forma a produzir sons similares ao que você ouviria em um Atari.
A primeira família de placas de som a se tornar popular foi a Sound Blaster, da Creative. Elas rapidamente se tornaram um padrão para placas de som, levando ao aparecimento de inúmeras placas compatíveis.
A Sound Blaster 16, lançada em 1992, por exemplo já era capaz de reproduzir áudio com qualidade de CD (16 bits e 44.1 kHz). Ela ainda não oferece suporte a múltiplos fluxos de áudio ou ao uso de conjuntos de caixas de som 5.1 ou 7.1 como as placas atuais, mas usando algum PC antigo com slots ISA, você poderia perfeitamente usar uma para ouvir sua coleção de MP3 ou fazer gravações simples, com uma qualidade de som não muito diferente da de uma placa atual:
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Além da simples reprodução de arquivos de áudio, outro ponto de disputa entre as primeiras placas de som era a síntese de áudio. Diferente do que temos atualmente, jogos antigos não utilizavam trilas sonoras e sons de efeito armazenados em arquivos WAV ou MP3 (que ocupam muito espaço) mas utilizavam os recursos da placa de som para sintetizar o áudio. Embora a qualidade não fosse das melhores, isso permitia que músicas e efeitos ocupassem apenas alguns poucos kbytes, em vez de vários gigabytes como atualmente.
Graças ao padrão MIDI, qualquer placa de som é capaz de sintetizar o som de instrumentos musicais a partir de comandos simples, que lembram a versão digital de uma partitura. Além de ser exaustivamente usado por músicos e profissionais de áudio, o MIDI era muito usado por jogos antigos para a trilha sonora.
A Sound Blaster 16, assim como outras placas antigas suportavam apenas a síntese por FM (frequências moduladas), que era suficiente para gerar ruídos de tiros e explosões, mas resultava em uma qualidade bastante ruim ao sintetizar o som de instrumentos musicais.
A solução veio com a síntese por wave table, usada a partir da Sound Blaster AWE 32 (lançada em 1994). Ao invés de sintetizar o som através da combinação de várias frequências diferentes, como nos sintetizadores FM, nos sintetizadores wave table são usadas amostras de sons gerados por instrumentos reais, o que garante uma qualidade muito superior.
As notas de cada instrumento são tocadas por um músico e armazenadas em chips de memória ROM, incorporados à placa de som. Ao reproduzir o arquivo MIDI, o sintetizador reproduz estas notas gravadas na ordem e volumes estabelecidos, resultando em um som quase indiscernível do de um instrumento real.
Diferente do que tivemos com as placas 3D e outros periféricos, as placas de som atingiram um nível básico de qualidade na primeira metade da década de 90. A partir daí, a evolução das placas passou a ser mais incremental, com o aumento no número de instrumentos simultâneos (a Sound Blaster AWE32 era capaz de reproduzir 32, enquanto a AWE 64 era capaz de reproduzir 64, por exemplo) e na melhoria geral da qualidade de áudio com melhores taxas de signal-to-noise, uso de algoritmos de pós processamento, suporte a mais canais simultâneos e mais saídas de áudio.
Uma evolução importante foi a introdução das APIs para geração de áudio 3D, que permitem gerar efeitos de posicionamento úteis sobretudo em jogos. Graças a eles, em vez de simplesmente ouvir ruídos estáticos, como em jogos antigos, você têm uma experiência mais próxima da realidade, com sons aparentando vir de todas as direções.
Em muitas placas, você tem também a opção de usar filtros com efeitos 3D ao ouvir música, simulando um show onde a banda está tocando em um estádio à sua frente, por exemplo. Em geral, você encontra uma aba para testar os efeitos 3D dentro do utilitário da placa, como nesse exemplo, de um notebook com um codec da Realtek:
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Além da questão da imersão, o os efeitos 3D possuem uma função importante dentro dos jogos atuais, já que permitem que você se oriente com base na direção dos sons e não apenas com base no que aparece dentro do seu campo visual.
Um bom exemplo de aplicação dos efeitos 3D é o Left 4 Dead ou Left 4 Dead 2, onde você pode identificar claramente zumbis atacando pelos lados ou por trás apenas pelo som, a tempo de se virar rapidamente e se defender do ataque. Para melhores resultados, é conselhável usar fones de ouvido, já que diferente de caixas de som (que são difíceis de posicionar corretamente) os fones acompanham seus movimentos, permanecendo sempre na posição ideal.
Efeitos 3D podem ser gerados em estúdio e aplicados em trilhas de áudio que podem ser reproduzidas em qualquer player de mídia. A grande diferença é que as placas de som são capazes de aplicá-los em tempo real, o que permite que eles sejam usados em jogos e aplicativos.
Continuando, uma das primeiras placas a oferecerem suporte a áudio 3D foi a Sound Blaster Live, de 1998. Ela já era uma placa PCI, que concorreu com placas como a Monster Sound e a Turtle Beach Montego, que não chegaram a ser muito comuns no Brasil.
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Diferente das placas anteriores, que utilizavam controladores simples, a SB Live utilizava o EMU10K1, um chip DSP com 2.4 milhões de transistores (dois terços do número de transistores de um Pentium 1), com um poder de processamento estimado em 1 gigaflop.
O aumento no poder de processamento possibilitou vários avanços em relação às placas antigas. Os mais notáveis foram o suporte à reprodução de múltiplos fluxos de áudio via hardware, suporte a áudio 3D e suporte à aplicação de efeitos de áudio através do EAX, como o reverb (efeitos de eco), choir (efeito de dobra, que torna o som mais rico, como se cada nota fosse tocada por vários instrumentos simultaneamente) e assim por diante. Estes efeitos são processados pela própria placa, o que permite que os efeitos escolhidos sejam automaticamente aplicados ao ouvir música.
Em vez de armazenar as amostras de som para a síntese por wave table em um chip ROM como nas placas ISA, na SB Live os samples eram incorporados aos drivers e transferidos para a placa através do barramento PCI. Este mesmo sistema é usado em placas atuais, já que permite usar conjuntos maiores de amostras e ao mesmo tempo cortar custos, eliminando a necessidade de usar o chip de memória ROM.
Esta progressão na capacidade de processamento continuou com a SB Audigy (lançada em 2001), a SB X-Fi (de 2005) e várias concorrentes, que incorporaram mais efeitos, suporte à versões atualizadas das APIs de áudio 3D e o suporte ao processamento de mais fluxos de áudio via hardware. A X-Fi, por exemplo, é baseada no chip EMU20K1, que possui 51 milhões de transistores (quase o mesmo que um Pentium 4 Northwood) e opera a 400 MHz.
O grande problema com placas dedicadas como a Audigy e a X-Fi é que o custo limita o uso a nichos específicos, como no caso de músicos, audiofilicos e gamers que fazem questão de jogar com uma placa dedicada para minimizar a carga sobre o processador.
Como a maioria dos usuários ouve arquivos de áudio com qualidades relativamente baixas (como no caso dos MP3 de 128 kbps) ou não usam caixas de som ou fones de boa qualidade, placas de som mais baratas acabam sendo boas o suficiente, já que embora careçam do processamento de múltiplos fluxos de áudio via hardware e não sejam capazes de aplicar muitos efeitos de pós processamento, a qualidade do som não é tão diferente assim.
Isso nos leva às placas de som onboard, que evoluíram bastante na última década e passaram a ser usadas em praticamente todas as placas-mãe, virtualmente eliminando o mercado de placas de som dedicadas.
As primeiras placas-mãe com som onboard simplesmente integravam os circuitos de uma placa de som regular na placa-mãe. Essa primeira geração não foi muito popular, já que a integração dos componentes complicava os projetos e tornava as placas consideravelmente mais caras.
A solução veio com a criação do padrão AC'97 que foi (previsivelmente :) finalizado em 1997 e se tornou rapidamente bastante popular. Assim como todos os outros sistemas atuais de som onboard, o padrão AC'97 divide os componentes em duas partes: os componentes digitais, integrados à ponte sul do chipset e os componentes analógicos, agrupados em um chip separado, o codec.
No caso dos chipsets Intel da família 8xx, por exemplo é usado um controlador DC97, integrado ao ICH. Ele é um controlador simples, que oferece suporte a até 6 canais de áudio, com até 20 bits de resolução e frequência de 48 kHz, o que é suficiente para assistir DVDs usando um sistema de caixas 5.1.
Similar ao que tínhamos nos softmodems, quase todo o processamento de efeitos em placas AC'97 é feito via software, através de componentes integrados aos drivers. Quando é necessário reproduzir vários fluxos de áudio simultaneamente (como ouvir um MP3 e falar no Skype), por exemplo, o driver de som se encarrega de mesclar todos os fluxos na saída unificada.
Isso permite o uso de áudio 3D e outros efeitos, sem necessidade de usar um caro controlador dedicado, como no caso de placas como a SB Audigy e funciona bem em situações onde o processador está parcialmente ocioso (como ao ouvir um MP3 e editar um documento no OpenOffice, por exemplo). A desvantagem, como pode imaginar, é que o processamento do som reduz o desempenho em tarefas intensivas (como no caso dos jogos) onde parte dos ciclos de processamento são desviados para o processamento do som.
Este foi um tema bastante discutido na época em que as placas AC'97 foram introduzidas. Entretanto, com a evolução dos processadores a diferença foi se tornando cada vez menor, até praticamente desaparecer com a introdução dos processadores dual-core e quad-core, onde quase sempre existe uma boa dose de processamento ocioso. Em um PC atual, você dificilmente notará qualquer alteração perceptível no FPS relacionada ao processamento do som.
Continuando, o controlador DC97 é ligado ao codec através do AC-Link, um barramento digital composto por apenas 5 trilhas (duas para o sinal de dados, duas para o sinal de sincronismo e clock e a última para o comando de reset).
Finalmente, temos a parte mais importante, que é o codec, o chip responsável por transformar o sinal digital enviado pelo chipset de áudio no sinal analógico, que é enviado às caixas de som e de fazer o inverso com o sinal das entradas de áudio, transformando o sinal analógico capturado pelo microfone no sinal digital que é enviado ao chipset.
O codec é um chip pequeno, quase sempre instalado na beirada da placa, próximo aos conectores de áudio do painel ATX:
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Este da foto, por exemplo, é um Realtek ACL650, um chip extremamente comum em placas fabricadas entre 2002 e 2006. Embora muito barato, ele oferece uma qualidade de áudio relativamente boa, com uma taxa de signal-to-noise de 90dB (o que não é ruim para um chip de baixo custo) e suporte a até 6 saídas independentes.
Embora tenha sido criado pela Intel, o AC'97 é um padrão aberto. Isso não apenas permitiu que ele fosse usado em chipsets de diversos fabricantes (incluindo a VIA, SiS e até mesmo a AMD) mas também que fossem lançados diversos modelos de codecs diferentes, produzidos por diversos fabricantes, incluindo a Realtek, Yamaha, VIA, Conexant e muitos outros. Os dois componentes são independentes, de forma que o fabricante da placa-mãe pode combinar um chipset da Intel com um codec da Realtek, por exemplo, de forma a cortar custos.
Em 2004, foi finalizado o padrão HD Audio (também chamado de Azalia), que oferece suporte aos sistemas de áudio de alta resolução usados em discos Blu-ray e em um crescente número de jogos e arquivos de mídia, como o Dolby Digital Plus e o DTS-HD.
Ele eleva as taxas máximas para 192 kHz e 32 bits e adiciona suporte a até 10 fluxos de áudio independentes, que possibilitam o uso de saídas de áudio múltiplas. Desde que a placa-mãe inclua os conectores apropriados, você pode assistir um filme usando um conjunto de caixas 7.1 plugado nos conectores traseiros e, simultaneamente, usar o Skype ou jogar usando um fone estéreo ligado à porta frontal do gabinete.
Assim como o AC'97, o HD áudio é um padrão aberto, o que permitiu que ele fosse adotado em chipsets de vários fabricantes. Com exceção de algumas placas de baixo custo (que ainda usam áudio AC'97), ele é encontrado em praticamente todas as placas atuais, incluindo as com chipsets da AMD e nVidia.
Assim como no caso do AC'97, o HD Audio utiliza um codec separado. O mais comum é o Realtek ACL888, que oferece uma taxa de signal-to-noise de 97dB e oferece suporte às 10 saídas independentes especificadas no padrão.
Assim como no AC'97, todo o processamento é feito via software, o que permite que as placas ofereçam suporte a um conjunto bastante completo de APIs e efeitos (os drivers da Realtek para o ACL888, por exemplo, oferecem suporte ao EAX 2.0, Direct Sound 3D, A3D, I3DL2 e ao HRTF 3D), muito embora não incluam um chip DSP dedicado. Como de praxe, o processamento é todo executado pelo processador principal.
As placas com controladores HD Audio incluem tipicamente um conjunto de conectores de áudio como este:
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Veja que além das 6 saídas de som analógicas estão disponíveis também duas opções de conexões digitais S/PDIF: uma saída coaxial (o conector RCA ao lado do conector do teclado) e uma saída óptica com conector TOSLINK (o conector fechado, ao lado do mouse).
Elas são usadas por muitos sistemas de home theater que, para evitarem a degradação do som, recebem o sinal ainda em formato digital e fazem a conversão digital/analógico internamente, antes de enviar o sinal para as caixas de som.
Nem todas as placas incluem legendas para os conectores analógicos, já que eles são etiquetados pela cor do conector. Caso esteja em dúvida, aqui vai uma cola rápida:
Azul: Line-in (entrada de áudio)
Verde: Line-out (speakers ou fones estéreo)
Rosa: Microfone
Laranja: Subwoofer e caixa central (em sistemas 5.1 e 7.1)
Preto: Caixas de som traseiras (em sistemas 5.1 e 7.1)
Cinza: Caixas para efeitos surround (em sistemas 7.1)


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I SIMPOSIO DE INFORMATICA MICROLINS



Vem ai o PRIMEIRO SIMPOSIO DE INFORMATICA MICROLINS com palestrantes de renome nacional e internacional.
TERESINA MAIO DE 2010
AGUARDEM MAIS NOTÍCIAS...!!!

DESCULPEM DESCULPEM DESCULPEM

Mil desculpas pela inativadade..!! foi o recesso..!!!
Iremos com gás total com ao menos uma novidade diária no blog de informática mais acessado do Piauí.
Abraços a todos...!!!